O pós-parto

Antes de falar sobre o pós parto em si, gosto sempre de falar do quão difícil foi a primeira noite no hospital. kkkkk Não pra assustar ninguém, mas pras mamães terem certeza da escolha que vão fazer sobre o tipo de parto. Eu tinha certeza que queria uma cesariana, mas nunca tinha passado por uma cirurgia então ficava meio complicado imaginar como seria essa recuperação – que diga-se de passagem foi beem chatinha.

Enquanto o efeito da anestesia ia passando e eu permanecia deitada na cama do meu quarto na maternidade, as dores iam começando a aparecer aos poucos. Primeiro a dor nos pontos e na cicatriz. Depois a dor fortíssima pra levantar e tomar banho. O banho e as caminhas são as piores partes. A barriga parece que vai cair, fica mole, os órgãos parecem que estão soltos. É meio louco. kkkk Eu não conseguia rir, tossir nem espirrar por praticamente um mês. Imagina na maternidade!

Aí depois de todo esse pequeno sofrimento, depois que as visitas foram todas embora, vamos dormir? Acho que Melzinha não topou muito. Passamos a noite praticamente em claro. Eu e minha mãe, se revezando de hora em hora pra ficar com ela. A pequena não parou de chorar um minuto. Deixou as duas quase loucas. Foi punk. Mas é normal. É normal que o bebê estranhe o mundo desse tamanho. Já pararam pra imaginar que tudo que ele tava acostumado era um mundinho pequenino, escurinho, apertadinho, que se resumia à minha barriga? Não era fome, não era frio, não era calor. É só esse estranhamento mesmo. E nada melhor que o colinho de mãe nessa hora. É onde o bebê vai se sentir melhor e mais seguro. Sabiam que os bebês reconhecem suas mamães pelos batimentos cardíacos dela? Incrível né? Portanto quanto mais ele ficar pertinho de você, melhor pros dois.

Voltando ao meu pós-parto, o dia seguinte foi mais tranquilo. Mesmo com muita dor ainda, eu consegui descansar durante o dia e dormir bem durante a noite. No terceiro dia de manhã, tivemos alta e fomos pra casa. Por melhor que essa notícia possa parecer, naquele momento parece que eu preferia continuar ali. Claro que sei dos riscos de infecção que poderia ter por estar dentro de um hospital, mas é que lá eu tinha toda uma infra-estrutura que em casa eu não tinha. O pequeno fato de minha cama não da altura da cama do hospital e não ter aquele apoio lateral me fazia sentir uma dor absurda ao levantar.

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Mas a pior parte pra mim foi sem dúvida uma dor de cabeça que eu tive em reação à anestesia. Era uma dor de cabeça como eu nunca havia sentido antes. E não passava hora nenhuma, com remédio algum. A única hora que parecia melhorar era se eu ficasse deitada. Mas como ficar deitada quando se tem um recém nascido em casa? Complicado né? Por isso que a ajuda do papai da minha mãe foram mais do que essenciais nesse começo.

Mas por pior que tenha sido todo esse começo, eu parecia que estava em êxtase. Parecia que toda aquela dor era nada quando eu olhava pra aquele tiquinho de gente mais lindo do mundo. É um amor tão grande, tão intenso que mesmo sentindo uma dor imensa, me fazia sentir a pessoa mais feliz do mundo.

E hoje, mesmo sem dor, eu continuo tendo exatamente a mesma sensação. S2

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